A cirurgia plástica é, sem dúvida, uma das especialidades mais rentáveis da medicina, mas também a que carrega o maior risco jurídico e tributário. Enquanto um clínico geral lida com consultas, você lida com expectativas estéticas, procedimentos invasivos, centros cirúrgicos e materiais de alto custo.
O seu faturamento não comporta amadorismo. Muitos cirurgiões plásticos, ao atingirem o auge da carreira, percebem tarde demais que estão pagando até 27,5% de imposto na Pessoa Física ou que seu patrimônio pessoal está totalmente exposto a processos de erro médico.
Se você ainda tem dúvidas sobre o comparativo entre médico autônomo e PJ, saiba que a estrutura empresarial é o único caminho para a eficiência financeira neste nível de atuação.
A Portobello Contabilidade, especialista em profissionais de alta performance, preparou este guia exclusivo. Vamos falar de estratégias avançadas: como pagar imposto de hospital (8%) sendo clínica e como blindar seus bens através de Holdings.
O Cirurgião Plástico não é apenas um médico, é uma empresa de alta complexidade
Diferente de um consultório padrão, a sua clínica opera com uma complexidade logística e financeira superior. Você gerencia estoque de próteses, equipe de enfermagem, anestesistas parceiros e locação de salas.
Tratar essa operação com uma contabilidade básica é um erro. Você precisa de uma contabilidade especializada para médicos que entenda, por exemplo, que a nota fiscal de uma cirurgia envolve serviços médicos (tributados de uma forma) e materiais/medicamentos (que podem ter tributação diferente). A falta de segregação correta dessas receitas é um dos maiores motivos de autuação fiscal em clínicas de estética e cirurgia.
A Estratégia da Equiparação Hospitalar no Lucro Presumido
A maioria das clínicas médicas é tributada no Lucro Presumido com uma base de cálculo de 32% sobre o faturamento para IRPJ e CSLL. Porém, existe uma estratégia legal chamada “Equiparação Hospitalar”.
Se a sua clínica realiza procedimentos cirúrgicos, dermatológicos ou outros previstos em lei, e cumpre requisitos da ANVISA, você pode reduzir essa base de cálculo drasticamente.
A Receita Federal estabelece regras específicas para a equiparação hospitalar, exigindo que a clínica seja organizada sob forma de sociedade empresária e atenda às normas sanitárias.
Como reduzir o IRPJ/CSLL de 32% para 8% legalmente (cirurgias no consultório)
Ao obter a equiparação hospitalar, a Receita Federal entende que sua clínica atua como um “mini hospital”. Com isso, a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) cai de 32% para 8%, e a da Contribuição Social (CSLL) cai de 32% para 12%.
Isso representa uma redução de impostos federais de quase 70% sobre o lucro presumido. Para uma sociedade médica no Lucro Presumido que fatura R$ 200.000,00 ou R$ 500.000,00 por mês, essa estratégia significa uma economia de centenas de milhares de reais por ano, transformando imposto em lucro líquido no seu bolso.
Proteção Patrimonial: Por que você precisa de uma Holding Médica?
A cirurgia plástica é a especialidade mais visada em processos de responsabilidade civil (erro médico ou insatisfação com resultado). Se você atua apenas na Pessoa Física ou tem uma empresa onde seus bens pessoais se misturam com os da clínica, tudo o que você construiu está em risco.
Separando o risco da cirurgia (PF/PJ) do patrimônio familiar
A Holding Médica (ou Patrimonial) é uma estrutura jurídica onde você cria uma empresa “cofre” para deter seus bens (imóveis, investimentos, carros). A sua clínica (a empresa que opera e corre o risco) fica separada da Holding.
Se houver um processo judicial contra a clínica, o seu patrimônio pessoal — que está protegido dentro da Holding — não é atingido diretamente. Além da proteção (blindagem), a Holding oferece vantagens sucessórias gigantescas, facilitando a transmissão de bens para herdeiros com menos impostos.
Gestão de Materiais de Alto Custo (Próteses) e Tributação
Outro ponto crítico é a gestão de próteses de silicone e materiais cirúrgicos. Se você compra a prótese e revende para a paciente dentro do pacote da cirurgia, isso precisa ser tributado corretamente para não gerar bitributação ou problemas com o Fisco estadual (ICMS).
Uma contabilidade de alto nível desenha o fluxo fiscal: a nota da prótese deve ser faturada direto do fornecedor para a paciente? Ou a clínica deve revender? A resposta muda sua margem de lucro.
Conclusão: Segurança jurídica para operar tranquilo
O cirurgião plástico de sucesso não deve perder o sono preocupado com a Receita Federal ou com processos judiciais. A sua atenção deve estar no paciente e na técnica.
A Portobello Contabilidade oferece a estrutura de backoffice que você precisa: Planejamento Tributário avançado (Equiparação Hospitalar), estruturação de Holdings e BPO Financeiro. Nós cuidamos da sua riqueza enquanto você cuida da sua arte.
FAQ: Perguntas Frequentes
Cirurgião plástico pode ser Simples Nacional?
R: Sim, pode. No entanto, devido ao alto faturamento médio e à baixa folha de pagamento (geralmente), o Simples Nacional (Anexo V) costuma ser mais caro que o Lucro Presumido. Apenas uma simulação pode confirmar.
O que é equiparação hospitalar para clínicas?
R: É um benefício fiscal que permite que clínicas médicas que realizam procedimentos (como cirurgias plásticas) paguem impostos federais (IRPJ/CSLL) com alíquotas reduzidas, equiparando-se a hospitais (base de 8% e 12%), em vez de clínicas comuns (32%).
Como funciona a Holding para médicos?
R: É uma empresa criada exclusivamente para administrar e proteger o patrimônio do médico. Ela separa os bens pessoais (risco zero) da atividade médica (alto risco), oferecendo blindagem patrimonial e vantagens na herança.



